domingo, 3 de janeiro de 2010

Diário do Pará ::::

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CASE-SE COMIGO!

O que representou Avatar na carreira de James Cameron?
Não temos cinema 3D em Belém, mas e daí? Para falar um pouco de como foi a estréia de Avatar em sua versão 3D e o que este filme representou para James Cameron, a coluna de hoje trará um convidado, que na verdade, é um vizinho colunista aqui do lado.

O jornalista paraense Victor Pinto é um cinéfilo veterano, fã de cultura pop, e assina a coluna "Carros", aqui ao lado. Ele esteve em São Paulo durante a estreia de "Avatar" e nos mandou uma resenha para compatilhar conosco o que é ver este filme em sua real tecnologia. Nós assim como você, lisos paraenses, não vimos Avatar em 3D, mas enquanto a tecnologia não vem, vamos conferir o texto do Vitor!

Nós já vimos e demos a nossa opinião aqui.

James Cameron: de rei a deus

O que se podia esperar de alguém que se declarou “Rei do Mundo” após ganhar o recorde de 13 Oscar com apenas um filme (“Titanic”), nos anos 90? O isolamento? A superação? Curtir a vida? Um pouco de cada. O curioso é que este tipo de comportamento também foi criado por James Cameron.

Apenas três filmes conseguiram ganhar 13 Oscars numa noite de premiação: “Ben-Hur” (em 1959), “Titanic” (em 1997) e “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (em 2003). O diretor do “Ben-Hur”, William Wyler, era mesmo um “operário” da indústria do cinema. Tanto que a infinidade de Oscar não lhe subiu a cabeça e, apenas dois anos após o clássico estrelado por Charlton Heston, lançou “Infâmia”, seguido de “O Colecionador” (1965), “Como Roubar Um Milhão de Dólares” (1966), “Funny Girl – A Garota Genial” (1968) e “A Libertação de L.B. Jones” (1970).

Ou seja, enquanto James Cameron ficou 12 anos sem lançar nada, William Wyler fez cinco filmes no período de 11 anos, depois do recordista “Ben-Hur”. Os tempos realmente eram outros. Já Peter Jackson lançou “King Kong” 2 anos depois de entrar para a história do cinema. Realmente “Jim” Cameron se sentiu o “rei da cocada preta” depois do avassaladoramente açucarado “Titanic”, só saindo de casa para testar novas tecnologias em alguns documentários.

Mas ele também queria se superar. E até um “rei” precisou da ajuda de um súdito para brincar de Deus. James Cameron e Peter Jackson estão juntos no filme “Avatar”, por conta de suas empresas de efeitos especiais, a Digital Domain (fundada por Jim, mas que não o pertence mais) e a Weta (ainda nas mãos de Peter). Cameron também contou com a ajuda de outro “Deus” do cinema de entretenimento e efeitos especiais: George Lucas e sua Industrial Light & Magic.

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